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Tuesday, January 16, 2007

The Gift :: Prémio MTV

MTVE: The Gift celebram vitória com «pés na terra»

Os The Gift venceram o prémio para Best Portuguese Act nos MTV Europe Music Awards, galardão que disputavam com os Humanos, Boss AC, Da Weasel e Blasted Mechanism. A categoria foi apresentada na recta final da cerimónia pelos VJ's portugueses da MTV, Filomena Cautela e Diogo Dias.

Em conferência de imprensa nos bastidores do Pavilhão Atlântico, o baixista e compositor John Gonçalves destacou a «sensação fantástica» de conquistar uma «vitória pela qual lutávamos há muito».

Questionados sobre o impacto do prémio para a internacionalização da banda, Nuno Gonçalves relativiza a honra: «Se não tivéssemos feito nada até hoje, não ajudava em nada». O importante para os The Gift é manter «os pés na terra» e avaliar depois «se lá fora há repercussões positivas deste prémio».

Para Sónia Tavares, vocalista do grupo, a ausência da actuação de bandas portuguesas na cerimónia não foi desmoralizadora: «Sabemos que a visibilidade e a força do mercado português não é tanta como a do mercado norte-americano ou inglês e é logico que nao iremos tirar tempo de antena à Madonna ou aos Coldplay. Mas tivémos a oportunidade de vê-los e de tocar no Free Your Mind, por isso estamos radiantes por estar aqui e por termos recebido este prémio».

Ana Raquel Martins
in http://radiocomercial.clix.pt - 04/11/2005

Friday, January 05, 2007

The Gift :: Sonia Tavares MTV Award

Opinião
Sónia Tavares: Frenesim e bons momentos


O frenesim começou logo após a nomeação, julgo que o mesmo se terá passado com as outras bandas, as entrevistas, as perguntas da imprensa, dos curiosos, dos fãs “Qual a importância de um MTV Award?”, “O que significa?”, “Como se sentem?” Bom sentimo-nos bem, reconhecidos e gratos por constarmos na lista das melhores bandas portuguesas.

Houve sempre uma questão que se colocou até poucos minutos antes de recebermos o prémio “Os vencedores não sabem sempre antecipadamente?” Nós não sabíamos e isso deixava-nos um pouco inquietos, mas pensávamos que bom que era fazer parte daquilo tudo. Foi uma espécie de visita de estudo, daquelas que quando se chega a casa se relata aos pais, “conhecemos a Torre de Belém, visitámos o Mosteiro dos Jerónimos ”, falámos com o Bob Geldof, conhecemos os Coldplay, etc...

Não estávamos na gala dos pequenos cantores, mas sim dos grandes, dos maiores, que se passeavam descansadamente, trocando apertos de mão e sorrisos como grandes amigos, à excepção da Sra. Dona Madonna, que essa, ninguém a viu É curioso perceber que se pratica mais o ‘star system’, na minha opinião ridículo, em Portugal, do que entre a verdadeira Champions League: discretamente chegam nas suas carrinhas e fazem graçolas com a senhora da limpeza.

Foram muito bons os momentos que antecederam a entrega do prémio para o Melhor Grupo Português, as risadas com o Boss AC e a sua mãe que, sempre bem-disposta e com um humor inacreditável, se confundia graciosamente entre as estrelas. Por esta altura já dizíamos alegremente, como os senhores que vão aos concursos da TV, que o importante é participar. Mas ganhámos e sem preconceito digo que realmente foi importante e que nos sentimos reconhecidos por tantos anos de trabalho esgotante. Se foi merecido? Creio que melhor que eu, responderão as pessoas que votaram em nós.

Sónia Tavares, Vocalista dos The Gift
in Correio da Manha -2006-01-01

Saturday, October 14, 2006

The Gift :: AM-FM... Prémio MTV

'Esta é a nossa noite mais emblemática de sempre'

"Ao final de 11 anos de música, esta é a noite mais emblemática da nossa carreira", disse Nuno Gonçalves logo após a entrega do prémio para Melhor Artista Português aos The Gift, que estavam nomeados juntamente com Da Weasel. Boss AC, Blasted Mechanism e Humanos. Nuno Gonçalves confessou ao DN que "o grupo sempre acreditou na vitória, porque o ano correu muito bem, sobretudo em relação aos inúmeros concertos que demos". Sobre o significado deste prémio, Nuno referiu o factor visibilidade, porque "trata-se de um programa visto em toda a Europa. É um estímulo para o trabalho que fazemos todos os dias e poderá ser mais um degrau para uma internacionalização sólida."Os possíveis reflexos internacionais foram também referidos por John Gonçalves nos bastidores da cerimónia. Ao DN, o músico confessou que "o melhor foi sabermos da vitória em directo, no espectáculo. Foi interessante ver como, por vezes, a emoção se sobrepõe à razão". Quanto ao futuro, John Gonçalves admite um "maior optimismo. O nosso trabalho teve um clique em alguns agentes do meio. No dia 24 tocamos em Londres e será curioso saber se já haverá reflexos. Até ao momento já recebemos alguns emails e mensagens". John lembrou ainda a importância dos telediscos neste prémio "A MTV é um canal de videoclips, portanto esse foi certamente um elemento fundamental e é algo em que sempre investimos. Espero que em Portugal se dê cada vez mais importância ao valor da imagem."

Tiago Pereira e Davide Pinheiro
in Diário de Notícias - 2005-11-05

The Gift :: AM-FM... Prémio MTV

E o vencedor é... The Gift!

Se havia dúvidas, a MTV dissipou-as. “Mais que uma promessa, somos um grupo com carreira e créditos firmados”, dizia Nuno Gonçalves, no “day after” dos The Gift, premiados por aquela estação de televisão especializada em música como o “Melhor Artista Nacional” do ano. Com “AM-FM”, cimentaram uma posição de destaque na música nacional. A MTV, que entregou os “European Music Awards” (EMA) de 2005 em Portugal, reconheceu-o.
“É o momento mais alto dos Gift em termos de reconhecimento público”, frisa Nuno Gonçalves, do grupo de Alcobaça, que explica o facto do EMA ter ido para Alcobaça: “O ‘AM-FM’ vendeu bem. Tocámos bastantes concertos, com uma qualidade que nos contentou bastante. Acreditávamos que o prémio podia ser nosso”. A ajudar esteve também “uma máquina de promoção e marketing muito forte” que, “mais tarde ou mais cedo, nos daria dividendos disso”.
Agora seguem-se as repercussões. “Se algum grupo nacional tivesse ganho há dez anos, era possível bandas como a nossa estarem, hoje, em palcos como os da MTV”, considera o compositor e responsável pelos teclados dos Gift.
Por isso, a banda de Alcobaça está na “pole-position” para o lançamento internacional. “Há ainda muito a fazer. Não queremos ser uns Coldplay ou Rolling Stones mas sim fazer digressões em salas bonitas. Se tocamos bem em salas grandes e pequenas de Portugal, estamos prontos para adaptar isso a outros países”. E para concretizar outro sonho: lançar os discos por todo o mundo.
A noite de quinta-feira passada ajuda a que isso tudo possa ser realidade. “O que fizemos nos últimos anos, os discos que enviámos para publicações no estrangeiro, os concertos que demos, etc, tudo isso fez ‘click’ junto dessas pessoas ao ouvirem que os Gift ganharam um prémio MTV”.
Com a digressão por Portugal, Espanha e Inglaterra em curso, o grupo ainda não pensa em novo disco. “É altura de saborear este prémio. E ainda há muito para sintonizar no ‘AM-FM’”, diz o músico.

in Jornal Região Leiria - 11/11/2005

The Gift :: AM-FM... Prémio MTV

Banda de Alcobaça premiada"The Gift" ganham prémio MTV

O prémio para Melhor Artista Português “Best Portuguese Act”, atribuída na edição 2005 dos MTV Europe Music Awards, uma festa que decorreu no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, na passada sexta-feira, foi entregue aos “The Gift”, perante um audiência estimada de um bilião de espectadores. Estavam nomeados para esta categoria, para além da banda de Alcobaça, “Da Weasel”, “Os Humanos”, “Blasted Mechanism” e “Boss AC”.

O grupo vencedor recebeu o prémio das mãos dos VJs da MTV Portugal e agradeceu à família, aos amigos e aos fãs. Sónia Tavares, vocalista da banda, em declarações à imprensa, confessou que “estamos radiantes por ter estado nesta festa e por termos ganho este prémio”.

Nas cinco bandas nomeadas para prémio de Melhor Artista Portugês estiveram duas das bandas que durante a década de 1990 se lançaram e foram finalistas do "Concurso de Música Moderna de Alcobaça", organizado pelo "Bar Ben" entre 1991 e 1997. Essas bandas eram os "The Gift", segundos classificados no “Concurso de Música Moderna de Alcobaça”, realizado em 1994, e os "Blasted Mechanism", que venceram a edição de 1995.

Dos 13 premiados na cerimónia, destacam-se os “Green Day”, vencedores na categoria de Melhor Artista Rock, Robbie Williams, Melhor Artista Masculino e Shakira, vencedora do prémio Melhor Artista Feminino.

A sonoridade dos “The Gift” começou a ganhar forma e em Setembro de 1994. Sónia, Nuno, Miguel e Ricardo (com idades compreendidas entre os 16 e os 21 anos) integram a banda mais falada de Alcobaça.

Do último disco lançado dos “The Gift”, “AM-FM”, irá sair o terceiro single. Recentemente, a banda de Alcobaça foi seleccionada para integrar a banda sonora do jogo de computador FIFA 2006, com o tema “11.33” e participou na série de concertos “Live n’ Loud”, onde estiveram presentes estrelas mundiais como Madonna, Coldplay, Green Day e Robbie Williams.

Liliana João
in oesteonline.pt - 2005-11-10

The Gift :: AM-FM... Entrevista

"Teve lógica ganhar depois de um ano bom"
Depois do prémio MTV, os Gift falam ao JN sobre uma carreira pautada pela independência

São de Alcobaça e andam na estrada há mais de uma década. Com quatro discos e centenas de concertos, os Gift destacam-se pelo facto de sempre se terem recusado a assinar um contrato com uma editora discográfica. Tal postura não os impediu de angariar milhares de fãs e de vencer o prémio MTV para "Best Portuguese Act" (melhor banda portuguesa).

[Jornal de Notícias] Ficaram surpreendidos por receberem o prémio?
[John Gonçalves] Três ou quatro dias antes da cerimónia perguntaram-me isso. Eu respondi que sim. Mas disse que os outros candidatos também eram muito fortes. Nós acreditamos sempre muito no nosso público, nos nossos fãs, nos nossos amigos, nos nossos concertos, nos muitos discos que vendemos e no 'airplay' que tivemos na televisão. Tínhamos feito um ano muito bom e seria lógico que ganhássemos. Mas os outros também seriam justos vencedores.


Sentiram algum nervosismo durante a cerimónia?
[JG]
Houve alguma ansiedade, sem dúvida. Mas a cerimónia foi de tal forma bem organizada e tão profissional que sentíamos que o prémio era uma coisa secundária. Estávamos ali a desfrutar daquele momento único. E estávamos ao lado daquelas estrelas todas e a ver o espectáculo numa posiçao privilegiada. Só quando chegou o momento do anúncio da nossa categoria é que ficámos nervosos. Mas foi um belo momento. Valeu a pena.


Sabem quantos votos receberam?
[JG]
Ouvi falar em largos milhares. Não sei quantos foram, mas sei que houve uma participação massiva para todos os nomeados nesta categoria.


Cruzaram-se ou conviveram com as grandes estrelas nos bastidores?
[JG]
Cruzar sim, conviver nem por isso. Estivemos com os Bloc Party no início e com o Bob Geldof no fim. Infelizmente, a Madonna e o Robbie Williams estavam noutro piso. Estivemos, também, com os nosso queridos Luís Figo e Nuno Gomes. E ainda outros. Basicamente, estávamos todos lá atrás menos a Madonna e o Robbie Wil-liams. Conversámos com outros, ouvimos alguns parabéns, mas não partilhámos grandes intimidades.


Afinal, o que se passou depois da cerimónia à porta do bar de uma das festas oficiais?
[JG]
Não se passou nada. Fomos ao Budha Bar para dar um abraço às pessoas da nossa distribuidora - a Universal. Quando lá chegámos havia uma confusão à porta para organizar a lista de convidados. Disseram-nos para esperarmos, mas, como a nossa ideia era ir para o Lux, telefonámos lá para dentro e dissemos que íamos embora.
[Nuno Gonçalves] E qual não foi o nosso espanto, quando, no dia seguinte, vimos as manchetes e as televisões a falarem só disso. De alguma forma, minimizaram o nosso prémio. Decidiram dizer que os Gift estavam furiosos por não entrarem no Budha Bar. Eu nunca na vida vou ficar furioso por não entrar em algum lado. Aliás, nada naquela noite nos ia tornar furiosos ou tristes.
[JG] Tínhamos combinado ir para o Lux desde o primeiro momento. Divertimo-nos, estivemos com amigos, portanto, nem sei qual foi o problema...
[NG] Há pessoas que gostam sempre de fazer telenovelas à volta de tudo. Foi absurdo. Não há mal a dizer do Budha, nem há mal a dizer da Universal. Às tantas, estava a ver televisão e, no 'zapping', apanhei a astróloga Maya (proprietária do bar) a dizer: "Eu própria vou escrever uma carta a pedir desculpa aos Gift". (risos) Não tem nada que pedir desculpa, é uma coisa que acontece em todo o lado: a discoteca está cheia e tem que se esperar um bocado. Mas naquele dia não queríamos esperar muito tempo: queriamos animação, é normal, tínhamos acabado de ganhar um prémio MTV e não estávamos para ficar na rua ao frio. Foi absurdo. Entretanto, já há várias teorias: uns dizem que foram os Gift que fizeram birra, outros dizem que foi a Maya que não conheceu os Gift (risos).


O facto de terem conquistado este prémio vem mudar algo na banda?
[JG]
Nada. Felizmente, já temos 11 anos disto e percebemos muito bem como as coisas funcionam para não nos deixarmos envolver por este tipo de coisas. O que pode mudar é a exposição mediática. A partir de agora, essa exposição pode ser maior. Já trabalhámos lá fora há algum tempo e obviamente que isto é mais um trunfo que temos, porque durante 12 meses, como nos concursos da Eurovisão ou da Miss Universo, este prémio é nosso. Até haver um novo "Best Portuguese Act", a melhor banda portuguesa de 2005 são os Gift.


Mas já sentem maiores atenções vindas do estrangeiro?
[JG]
Em Espanha, por exemplo, a imprensa tem falado muito neste prémio durante esta última semana. No final do mês, vamos tocar a Inglaterra e, se calhar, será mais fácil as pessoas aparecerem no concerto.
[JG] Basicamente, poderá funcionar como um reavivar de memória a todas as pessoas no estrangeiro que já receberam o nosso CD anteriormente. Nos últimos anos distribuímos milhares de discos por editoras e agentes e pela indústria pelo mundo fora.
Têm recebido propostas tentadoras por parte de editoras?
[NG] Não. As editoras já sabem que nós temos uma forma de trabalhar - e que sempre foi respeitada. É um território onde ninguém tenta entrar, porque sabe que, à partida, não vamos por aí. Não há nenhuma editora mundial que nos trate tão bem como a La Folie - que somos nós. Nós é que escolhemos os 'videoclips' que fazemos, nós é que escolhemos as pessoas com quem vamos trabalhar, nós é que escolhemos os singles ou os timings de lançamento. Dificilmente encontraremos uma editora que tenha esta liberdade criativa e de movimentos porque estão habituadas a uma certa rigidez.


Se pudessem mudar algo na indústria musical, o que mudariam?
[JG] - A primeira coisa que eu mudaria, e já, seria ter uma banda portuguesa a tocar nos prémios MTV. Nós estamos presentes em todas as feiras internacionais: no Midem, no Texas, em Nova Iorque, na Holanda ou em Berlim. E estamos sempre sozinhos! Portanto, se a indústria portuguesa quer realmente merecer ter um lugar de destaque na Europa ou no Mundo, tem de começar a apresentar os seus projectos no estrangeiro. Temos que perceber que se não conseguirmos exportar o nosso produto lá para fora se calhar isto vai ser pequeno demais para novos projectos nos próximos anos. E depois acontece que a maior parte das pessoas têm que arranjar um segundo trabalho para conseguirem viver. Cá dentro, as grandes editoras têm muito catálogo: deviam ter menos e trabalhar melhor o que têm - apesar de isto parecer complicado para as bandas novas que querem assinar com uma editora.


Algo que os Gift não fizeram...
[JG] -
Nós não assinamos por ninguém e fomos à nossa vida: fizemos o nosso trabalho de forma alternativa e independente. É assim que as bandas têm que fazer e vão ter que fazer nos próximos anos. Depois, há o problema do circuito de concertos. Nós fomos à procura dele. Quando não existia, criavamo-lo: em teatros, clubes, queimas das fitas, etc.. Em vez de dizer mal dos problemas tentamos encontrar as soluções. E há, também, a questão das rádios. É óbvio que se a rádio apoiasse mais as novas bandas, tudo seria melhor...
[NG] - Mas em relação às rádios, os Gift não se podem queixar: as nossas músicas passam, felizmente, em quase todas. Quem se poderá queixar são as bandas novas, que podem não ter disco, mas já têm maquetes com bastante qualidade. Lá fora há um mercado independente que cá não há. As coisas, aqui, morrem um pouco na distribuição. Na maior parte dos países vemos as grandes editoras que lançam discos que vendam mais. E depois têm o top independente. Cá não existe esse mercado. Mas existe uma editora como a Borland, que está a fazer um trabalho que é quase serviço público.


Como é que os Gift lidam com esta nova realidade das cópias de cds e troca gratuita de música na internet?
[JG] - Faz parte do processo. Onde isso realmente nos afectou bastante foi na altura em que lançámos o "Film". Antes disso, essa troca de ficheiros ou cdrs ainda quase não existia. Foi o nosso primeiro grande choque. Começámos a sentir, nos concertos, os tais cdrs a aparecerem para nós autografarmos. As pessoas achavam isso normal. Começámos a perceber que os miúdos mais novos já não têm noção do que é piratear: "Eu gosto dos Gift, tirei o disco da net e agora vou pedir um autógrafo" (risos). Nós temos que viver isso. Ponto final. Temos que encontrar maneiras de tratar sempre bem os fãs. Se os fãs dos Gift gostam da nossa música e pagam para ir aos concertos mas tiram o nosso disco da internet, estão, no fundo, a prejudicar-nos. Porque com as receitas deste disco fazemos o próximo. Isto é complicado. Mas sabemos que há outras maneiras: gravamos os nossos concertos e vendemos as gravaçoes à porta dos concertos, por exemplo. Ou tal como o merchandising. Portanto, há outras maneira de dar a volta a esse problema da pirataria.

[NG] - Muitas das vezes o público que pirateia é melómano: são miúdos que sacam na Internet quatro ou cinco discos por dia, uma quantidade que não consegues comprar nas lojas a não ser que sejas milionário. Não podemos censurar quem gosta muito de música. E muitas vezes esses fãs são mais fortes e estimulantes do que muitas pessoas que até compram o disco.

Os Gift vivem desafogados com o dinheiro que ganham na banda?
[JG] - Às vezes, as pessoas percebem mal a forma como as cosias funcionam. Isto é um pouco como a formiga e a cigarra. Imaginemos que este ano nos corre bem. Mas depois ficamos três anos até sair o próximo disco. E sem nenhum tipo de receita. Nós gostavamos muito de ter o nosso trabalho e receber todos os meses o nosso rendimento - mas isso não é possível. Qualquer músico sabe que as carreiras têm picos. Nós lançamos um disco e trabalhamos nele durante um ano com os concertos. Depois, passa esse ano, os concertos acabam e os discos deixam de vender - e tu tens que viver e comer. Eu pessoalmente não acredito em riquezas com a música em Portugal. Qualquer um dos meus amigos da escola deve estar melhor do que eu. Mas, se calhar, eu estou muito mais feliz naquilo que faço.


Já deram dezenas de conceros no estrangeiro...
[JG] - Já foram mais de cem....


E onde sentiram as melhores reacções por parte do público?
[JG] - Em Espanha.
[NG] - Eu ia dizer nos Estados Unidos...
[JG] - Também.
[NG] - Nos Estados Unidos há um público muito caloroso. Lembro-me que quando fizemos as primeiras partes dos Flaming Lips, as coisas correram muito bem - as pessoas vibravam e não tinham vergonha de o demonstrar. Em Espanha, o público também reage bem.
[JG] - Em Espanha tocámos 45 vezes e nos Estados Unidos quase 40. O resto são datas na europa e na Venezuela.


Na Venezuela?
[NG] -
Sim, com segurança pessoal, e quatro televisões nas conferências de imprensa. Mas não havia portugueses.


Cristiano Pereira
in Jornal de Notícias - 2005-11-11

Thursday, October 12, 2006

The Gift :: AM-FM

Banda nomeada para os prémios MTV
Sónia Tavares: "Nunca sairei dos Gift"

A vocalista dos Gift foi a convidada, no dia 10 de Outubro, da Lista F concorrente às eleições para a Associação de Estudantes da Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça. Num regresso à escola onde completou o ensino secundário, a cantora revelou que não pensa sair dos Gift por ser a voz da banda e se identificar tanto com o grupo que não se vê noutra posição. De salientar que os Gift estão nomeados para o prémio "Best Portuguese Act", da MTV. A gala de entrega de prémios Europe Music Awards está marcada para o dia 3 de Novembro, no Pavilhão Atlântico.
O auditório da ESDICA foi pequeno para acolher todos os alunos que quiseram ver de perto a mais conhecida cantora alcobacense. Sónia Tavares, que se apresentou no auditório da Escola ao lado dos seus ex-professores Gaspar Vaz e Ilda Velez, lembrou que começou a cantar aos 16 anos com os dois irmãos Nuno e John Gonçalves e Miguel Ribeiro num sótão onde todos se reuniam para tocar música.
Algum tempo depois, the Gift participaram no Concurso de Música Moderna do Bar Ben, em Alcobaça, tendo ficado em segundo lugar. Sónia Tavares cantou também no coro da associação juvenil alcobacense Carpe Diem até entrar para a faculdade, aos 20 anos.
Há dois anos atrás, a intensificação da carreira nos Gift levou Sónia a deixar temporariamente o curso de Antropologia, após ter frequentado o 4º ano, sobretudo por considerar que o 5º e último ano exige muito a presença física dos estudantes na universidade. A cantora aproveitou a ocasião para aconselhar os alunos a estudarem na altura própria, pois se tivesse entrado na faculdade aos 18 anos já teria conseguido acabar o curso, como sucedeu com os outros elementos da banda.
Sónia Tavares lembra também que a banda continua sem editora, agora por opção própria, depois de terem editado o primeiro CD por essa via. Assim, constituíram a sua própria editora, a La Folie, garantindo uma independência que lhes proporcionou até agora 11 anos repletos de êxitos musicais. As suas próximas apostas são os mercados americano e espanhol, onde já conseguiram entreabrir algumas portas. O grupo tem agendados concertos em Valência e Gijón, nos dias 25 e 26 de Novembro, e Sevilha, a 16 de Dezembro.
"Nunca vou sair dos Gift para outra banda ou cantar a solo, porque eu sou a voz dos Gift. Sem eles eu não sou ninguém", referiu a cantora num gesto de modéstia. Sónia Tavares anunciou ainda a saída no dia 1 de Outubro do terceiro single do disco AM-FM, denominado "Music" e também de um vídeoclip (gravado em Los Angeles e Nova Iorque), um meio que considera importante para entrar em casa das pessoas, uma vez que "não há programas de jeito".
De referir ainda que os Gift foram seleccionados para integrar a banda sonora do popular jogo de computador FIFA 2006. "11.33" foi o tema escolhido para figurar na banda sonora do jogo. A banda de Alcobaça vai surgir ao lado de nomes como os Bloc Party, LCD Soundsystem, Carlinhos Brown, Doves, Jamiroquai, Daft Punk e Oasis, entre muitos outros.
The Gift vão participar na série de concertos "Live n´Loud", a realizar na semana anterior à gala da MTV, que contará com a presença de grandes estrelas mundiais, como Madonna, Coldplay, Foo Fighters, Black Eyed Peas, Green Day e Robbie Williams. A banda de Alcobaça sobe ao palco MTV no Parque das Nações, instalado sob a pala do Pavilhão de Portugal, a 1 de Novembro, o dia "Free Your Mind". A entrada é livre e, para além do grupo de "Music", actuam os portugueses Blind Zero e a britânica Skin.

Mário Lopes in tintafresca.net - 30-10-2005