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Sunday, October 15, 2006

The Gift :: AM-FM...Concerto para fãs

As nossas canções de Natal @ Clinic
Cubo, Gomo, Norton, The Room 74, Loto e The Gift no País do Natal

A ideia era óptima. Reunir um leque de bandas que haviam actuado em tempos recentes no Clinic, de Alcobaça, e dar roupagens natalícias aos seus temas, bem como apresentar, quiçá, alguma versão ajustada à época.

Confessa o escriba que a passada noite de 23 de Dezembro foi a noite de conhecer, pela primeira vez, o Clinic, espaço de Nuno Gonçalves, mentor dos The Gift. Espaço óptimo, diga-se, e que merece elogios pela dinamização nocturna da noite de Alcobaça, como se veio a comprovar na forte adesão de público a esta festa natalícia.

Chego cedo ao espaço. Bebo algumas cervejas, converso, vou entrando em comunhão com o bar/discoteca. Antes, havia comido (passe a publicidade) no Restaurante “A Mãe” – situado ligeiramente acima do Clinic – e dado uma volta pela cidade, lindíssima como sempre me havia lembrado dela. Rural, muito acolhedora, incrivelmente limpa e asseada para quem está acostumado à tradicional lixeira contínua que é grande parte de Lisboa e respectivos subúrbios.

Véspera de véspera de Natal, e encontrava-me eu a mais de 100 km de casa. Valeu a pena? Se valeu.

Os primeiros a entrar em cena foram os Cubo, devidamente apresentados por Nuno Gonçalves. Não foram grande espingarda. Mostraram um som assente nas electrónicas do passado, tentando actualizar o presente com momentos porventura futurísticos. Confusos? Não tanto como a sonoridade deles, garanto-vos.

Em frente. Vamos até ao companheiro Gomo, aqui a mostrar duas composições novas, ainda não devidamente ensaiadas, mas já com apurado sentido pop. Como sempre, diga-se em abono da verdade. Pela amostra teremos no novo disco de Gomo (a editar em 2006, provavelmente) um seguimento na sua sonoridade típica. Canções viciantes, de refrões orelhudos. Na primeira vez que mostrou ao vivo uma das canções, pasme-se, o público cantou, a determinada altura, o refrão do tema com o músico. Se à primeira audição é assim imaginemos daqui a uns tempos…

Seguindo para os Norton, pois então. Vieram de Castelo Branco, mostraram dois temas originais e uma versão de «Last Christmas», dos Wham. Sim, a banda do George Michael. Para quem ouviu a sessão acústica da banda nas 3Pistas de Henrique Amaro, incluída no disco de remisturas editado recentemente, as composições originais não mostraram nada de novo. Simples, eficazes, bonitas, resultaram bem, bastante bem. A versão nem tanto, demasiado presa a uma certa e deselegante estrutura menos ritmada e mais pausada. Talvez em circunstância menos festiva resulte melhor. Errr, ou se calhar não, não faz sentido tocar um tema como «Last Christmas» em ocasiões que não festas. Esqueçamos e avancemos.

Os The Room 74 estavam, para surpresa, visualmente discretos. Surpresa menor foi constatar que, musicalmente, com maior ou menor simplicidade de aparato técnico, continuam redundantes e insossos. Contudo, o tema «Deep Inside» ainda animou boa parte da plateia.

Os Loto são divertidos. Anuncia o anfitrião Nuno Gonçalves que têm estado nos últimos tempos a preparar novo trabalho de originais. Longe de muito bons musicalmente, mostraram esta noite que são uma banda porreira para se convidar para festas. Quiçá seja esse o seu futuro, as chamadas digressões por escolas secundárias, bailes de Carnaval, festas do Caloiro. E obrigado pela garrafa de espumante, Nuno!

Para finalizar, os representantes maiores da pop made in Alcobaça, os Padrinhos (sem sentido mafioso) de toda esta gente, os The Gift. Tocaram «Music», «Ok» e uma versão estupenda de «Wonderful Life», dos Black. Pegaram em xilofones, reduziram o volume das guitarras, redimensionaram para a ocasião o seu som. Sem surpresa foram os melhores da noite, os únicos a trazer gente para as primeiras filas. O vocalista dos Cubo queixa-se que o escriba, localizado à sua frente, é demasiado alto e não o deixa ver o palco. 1 metro e 80, caro amigo, que tal procurar outro lugar?

A noite seguiu depois dos concertos, com o Clinic a abarrotar. Com mais música, muita dança, algumas conversas para encerrar o dia, os votos de Bom Natal. No dia seguinte abriram-se as prendas, mas a gift maior havia já sido entregue.

by Pedro Figueiredo
in ruadebaixo.com - 2005-12

The Gift :: AM-FM...Concerto para fãs

Música: Banda dá concerto intimista no seu bar, em Alcobaça
The Gift só para fãs

Os elementos do clube oficial de fãs da banda alcobacense The Gift foram presenteados com um concerto muito especial, à porta fechada, que decorreu num ambiente intimista e de grande emoção.

Foi na noite de sexta-feira, no bar Clinic, com uma assistência limitada – por razões de segurança – a 160 dos mais de 400 que se inscreveram na internet.
Os fãs já se habituaram a assistir, uma vez por ano, a um concerto exclusivo, diferente dos habituais, com um alinhamento especial, pensado de propósito para a ocasião e constituído por temas dos vários álbuns editados pela banda.
De regresso à sua terra natal, o grupo cumpriu, assim, a tradição e deu o primeiro concerto deste ano. O próximo será no sábado, 28, em Óbidos, e terá uma característica muito especial: vai ser o mais pequeno do Mundo, com uma assistência limitada a dez casais escolhidos num passatempo organizado pela Rádio Comercial.
Depois, os The Gift partem para uma digressão por Espanha, onde têm “muitos” concertos marcados.
Antes da edição do sucessor de ‘AM/FM’, o grupo apresentar-se-á ainda no Brasil e na Alemanha, em Junho. Os concertos são, aliás, a grande aposta deste ano, pois o novo disco só sairá em 2007.
“Achamos que o último álbum ainda não teve o seu término, tem muito para dar, é um disco duplo, com muitas músicas”, adiantou ao CM Sónia Tavares, a vocalista, frisando que “ainda há muita gente que não conhece os The Gift e nós ainda temos muito para dar”. Por isso, acrescentou, vão “continuar com a odisseia”, a “missão” de mostrar a sua música.
A atribuição do Prémio MTV para o Melhor Grupo Português, acompanhada por milhares de telespectadores, veio, segundo a cantora, dar “muito visibilidade” e um “prestígio muito grande” à banda. “Foi um acontecimento único, só ao alcance dos mais conceituados”, declarou. Todavia, o grupo não pensa voltar ao palco do Pavilhão Atlântico (onde se realizou a cerimónia), pois prefere sítios mais pequenos e acolhedores, em que as pessoas se sintam “em casa”.

Isabel Jordão, em Leiria
in Correio da Manhã - 2006-01-23