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Tuesday, June 24, 2008

The Gift :: Concerto alcobaça

span style="font-weight:bold;">Comemoração das “7 Maravilhas de Portugal”
The Gift e Fernanda Fragateiro iluminaram o Mosteiro de Alcobaça



Na sequência da eleição “7 Maravilhas de Portugal”, no qual o Mosteiro de Alcobaça foi um dos escolhidos, a EDP convidou 7 grupos musicais e 7 artistas plásticos para se associarem ao evento comemorando essa eleição com os seus trabalhos. O dia 7 de Março foi a data agendada para o Mosteiro de Alcobaça, cabendo a performance artística à artista plástica Fernanda Fragateiro e o concerto aos “The Gift”, uma vez mais de regresso a casa. A próxima celebração terá como convidado o mágico Luís de Matos, que volta a Alcobaça, no dia 6 de Julho, à noite, para a realização da tão aguardada “Maior Metamorfose de Todos os Tempos”.
Como apoiante do património da cultura e dos valores nacionais, a EDP assumiu o compromisso com os municípios vencedores de que, após a eleição, os monumentos escolhidos seriam beneficiários de um projecto de dinamização cultural. Nesse sentido, a EDP convidou 7 artistas plásticos para fazerem 7 intervenções artísticas nas 7 maravilhas portuguesas, e 7 músicos nacionais para inaugurarem as intervenções.

Pela primeira vez desde 2002, quando se realizou um espectáculo do Cistermúsica, a antiga Biblioteca dos Monges de Cister abriu as portas para receber um concerto. Sem cadeiras na sala, por opção da organização, o público ocupou quase totalmente a sala, que contou com um mini-bar numa das extremidades, a funcionar durante o concerto. Ricardo Braga, “o quinto elemento dos Gift” voltou a estar presente num concerto, ao lado da habitual formação de metais que acompanha a banda. Sónia Tavares, Nuno Gonçalves, John Gonçalves e Miguel Ribeiro abriram o espectáculo com How de End, sucedendo-se o “hit” Fácil de entender e Actress, My Lovely Mirror, Wallpaper, Me, Myself and I, The Difference Between Us, Front of, Are you near, Butterfly e Blue Heart plus Cure.

Já perto da meia-noite, o público animou com o êxito Ok! Do you want something simple?, do album Vinyl, seguindo-se Music, Pure e In repeat. No primeiro encore, 645 e Driving You Slow voltaram a animar o público e deixaram água na boca nos fãs. O público, sempre fiel à banda de Alcobaça, pediu e os músicos, de partida para Espanha, regressaram ao palco para dois derradeiros temas: Question of love e So free.

Mario Lopes - in TintaFresca - Edição Nº 89 - 22 de Março 2008

Saturday, April 14, 2007

Thursday, November 23, 2006

The Gift :: AM-FM...Concerto Alcobaça

Disco já vendeu 10 mil cópias
The Gift: digressão portuguesa de AM+FM começou no Cine-Teatro de Alcobaça


Após terem lançado o duplo CD AM+FM em Londres, Los Angeles e Nova Iorque, as capitais da indústria discográfica mundial, os Gift escolheram Alcobaça para a estreia da sua digressão nacional. O regresso a casa teve lugar nos dias 3 e 4 de Dezembro no renovado Cine-Teatro de Alcobaça, pequeno demais para acolher todos os fãs que desejaram ver ao vivo uma das bandas mais bem sucedidas do pop português. The Gift estiveram iguais a si próprios e, após 5 dias de lançamento, ocupavam já o Top das lojas FNAC e Valentim de Carvalho esgotando a primeira edição de 10 mil cópias, correspondendo a Disco de Prata..

AM+FM dá um maior destaque à voz de Sónia Tavares e o papel principal assumido pela vocalista dos Gift foi bem notório neste concerto. Guess Why e Wake Up, cantadas com os músicos separados do público por uma tela translúcida deram um tom introspectivo ao início do concerto. O resto do espectáculo desenrolou-se em crescendo com I Am Am, Are you Near?, Wall Paper, Wake Up, 1977, Elisa, Bonita e Guess Why do disco AM e Driving you Slow, 11:33, Cube, Music, An Answer, Pure, You know e Red Light de FM. Question of Love, So Free (3 acts) e Front of foram as únicas canções dos álbuns anteriores, Vynil e Film, cantadas nesta noite

No final, Nuno Gonçalves referiu ao Tinta Fresca não estar surpreendido com o êxito inicial do CD porque sabia que o público fiel aos Gift iria responder a curto prazo, não só com os discos, mas também acorrendo aos concertos de Alcobaça, Lisboa e Porto, todos eles com lotação esgotada. AM é o disco mais íntimo do duplo CD e FM o disco com músicas mais extrovertidas. Uma estratégia que não se destina a públicos diferentes, antes são "duas faces da mesma moeda, não deixando de ser um disco dos Gift. Houve dois estilos que se demarcaram aquando da composição e que era importante dividi-los à nascença, mas ambos são representativos da sonoridade dos Gift", esclareceu o músico.



A estreia no estrangeiro foi "uma coincidência pensada", segundo o teclista da banda: "Sabíamos que o disco iria sair a meio de Novembro e já tínhamos uma data previamente marcada para Londres. Além disso, tinham o desejo de dois vídeo-artistas, um de Nova Iorque e outro de Los Angeles, de fazerem um vídeo com os Gift. A isto juntou-se a possibilidade de fazermos a primeira parte de um grupo de jazz no clube do BB King. Assim, decidimos fazer 4 concertos em 9 dias em Londres, Nova Iorque e Los Angeles, as três capitais da indústria musical. Apresentámos e entregámos em mão o disco às pessoas da indústria e agora esperamos que os e-mails cheguem e que as pessoas se tenham identificado com o disco".

O músico adianta que, tal como em Film, o grupo gravou também com orquestra de cordas em Londres, mas quis transportar para palco um espectáculo mais simplificado em termos de pessoas, mas mais evoluído e mais difícil de montar em termos de tecnologia. A palavra sincronização está presente neste espectáculo harmonizando música, luz e som e o público pôde sentir esse profissionalismo em palco, aliás, uma imagem de marca dos Gift desde a primeira hora. A própria parede de legos que produziu em palco um jogo de luzes muito contemporâneo veio da Alemanha, uma aposta dos Gift no sentido de dar um passo em frente em termos cénicos nos concertos em Portugal.

Durante quase dois anos, os Gift quase se eclipsaram dos palcos nacionais. Nuno Gonçalves explica que, de 2001 a 2002, a banda efectuou uma digressão de cerca de ano e meio com base no CD "Film" e a partir daí lançaram-se à conquista do mercado internacional. O disco saiu também em Espanha, País onde fizeram cerca de 40 concertos, voltando depois aos Estados Unidos para fazerem digressões na Costa Leste e na Costa Oeste. Além disso, estiveram em Milão a gravar um espectáculo para a MTV.

"Até Janeiro de 2004 nunca estivemos parados. A partir daí é que parámos um pouco para compor o disco que é um trabalho não visível. Nós achamos que os ciclos fazem sentido. Se nunca parássemos, não se notava a evolução dos Gift e o regresso não teria tanto impacto. Nós achamos que os Gift são uma banda de ciclos", refere o músico.
Esta digressão distingue-se por começar em casa e não em Lisboa ou Porto, como é habitual. E se esta estreia é uma honra para a cidade de Alcobaça, os Gift consideram ser também uma honra para o próprio grupo, que faz questão de manter as suas raízes.

Este é o lançamento mais pensado dos Gift e o que está a dar melhores resultados: "Sentimos que estamos a ter um impacto na imprensa que pensamos ser merecido, o que prova também que os Gift já não são só uma esperança, mas uma confirmação. Existem ainda lacunas em termos de divulgação, temos a música nos anúncios dos telemóveis, nas televisões e na Antena 3, mas há rádios que teimam em não passar as nossas músicas e embora isso nos chateie um pouco achamos que há outras formas de promover a nossa música. Antes das privatizações era difícil passar tudo o que era novo em termos culturais na televisão, mas hoje em dia já se vêem programas de Cultura nos canais privados. A Cultura está na moda o que é muito bom", considera Nuno Gonçalves.

O mais novo dos irmãos Gonçalves elogia a programação do recém-inaugurado Cine-Teatro de Alcobaça para o último trimestre de 2004, mas alerta que não há ainda nada programado para 2005. Nuno apela à autarquia para colocar à frente deste espaço bons programadores que conheçam o tipo de público que há em Alcobaça, ao mesmo tempo que se regozija por o público estar a responder afirmativamente. Com efeito, até esta data, todos os espectáculo esgotaram, à excepção de um, "o que prova que a actual equipa tem sucesso", defende.

O músico elogia ainda as condições do Cine-Teatro e reconhece que os Gift não depararam com qualquer limitação em termos de palco. Na sua opinião, o único senão da sala é o reduzido número de lugares para os espectadores, apenas 330. A culpa é do pequeno auditório do 2º piso que "rouba uns preciosos 70 ou 80 lugares que dariam para acolher as pessoas que hoje não conseguiram bilhete para este concerto". Para estes, a opção pode passar pela televisão, pois os concertos de Alcobaça foram gravados e vão passar antes do Natal na SIC Notícias e na SIC Radical.

Mário Lopes
in tintafresca.net - 09-12-2004

Sunday, October 15, 2006

The Gift :: AM-FM...Concerto Alcobaça

Música: Seguem-se Lisboa e Porto
THE GIFT ENCANTAM NO REGRESSO A CASA

Em época natalícia, os The Gift anteciparam-se na entrega das prendas. Na sexta-feira à noite, o grupo subiu ao palco do Cine-Teatro de Alcobaça para iniciar a digressão nacional de apresentação do novo disco, ‘AM-FM’, deixando deliciados os 330 espectadores que lotaram a sala.

Melodioso e convidativo à introspecção numa primeira fase, o espectáculo evoluiu depois para ritmos mais electrizantes e festivos, tendo sempre como denominador comum a energia e a capacidade vocal de Sónia Tavares. No final, a plateia aplaudiu de pé, com o músico Rodrigo Leão a revelar-se um dos espectadores mais entusiasmados com o concerto.

Depois das actuações em Nova Iorque e Londres, o grupo de Alcobaça escolheu a terra natal para começar a divulgação do seu último trabalho, distinguido já com o disco de prata. Seguem-se espectáculos no São Luiz, em Lisboa (dia 6) e no Rivoli, no Porto (dia 8), ambos com lotação esgotada.

No regresso a casa, após sete anos sem pisar o palco do Cine-Teatro de Alcobaça, o quarteto (reforçado com Diogo na bateria) apostou num cenário psicadélico, com jogos de luzes a sugerir os ambientes urbanos e pormenores luminosos inspirados na evolução tecnológica.

Tal como no disco, desdobrado em duas partes para diferenciar as atmosferas sonoras, o concerto de anteontem foi sintonizado em dois comprimentos de onda. Primeiro, embalou-se a plateia com os temas incluídos em AM. Em seguida, o grupo pegou no ‘Driving you slow’ (o primeiro single extraído do álbum) e conduziu o público para momentos mais ritmados e extrovertidos, com as músicas contidas em FM.

Quando todos pareciam já rendidos à sonoridade dos novos temas, a banda de Alcobaça resolveu dar o ‘golpe’ final, levando a plateia ao rubro com a interpretação de ‘Front Of’, recuperado do álbum ‘Film’. O grupo ainda regressou ao palco para um ‘encore’, que culminou com ‘So Free’. Se dúvidas houvesse quanto à qualidade do novo trabalho do grupo de Sónia Tavares, elas dissiparam-se após uma viagem de quase duas horas, recheada de inovadoras propostas de sons e melodias.

Francisco Pedro, Leiria
in Correio da Manhã - 2004-12-05

Saturday, October 14, 2006

The Gift :: Film ...Concerto Alcobaça

Concerto “The Gift” reuniu milhares de fãs
Um “Film” em Alcobaça


Os sinos do Mosteiro de Alcobaça entoaram onze badaladas. É noite de lua cheia e as milhares de pessoas que se concentram no largo em frente ao Mosteiro esperam impacientemente a chegada do grupo que levou o nome da sua cidade às ondas hertzianas de todo o país. De repente, os ecrãs que se espalham pelo palco improvisado nas escadarias do Mosteiro revelam uma Alcobaça de outrora, uma cidade a preto a branco onde a música ainda era outra. Foi este o “Film” (e homenagem) da banda que regressou a casa, sete anos depois de ter tocado a primeira música no sótão do outro lado da praça. O sonho que ficou por concretizar há dois anos, por causa da chuva, tornou-se “finalmente” (sur)real no passado sábado.
Sónia Tavares entrou no palco vestida de branco, tal como os restantes três membros da banda e “filhos da terra” Nuno Gonçalves, John Gonçalves e Miguel Ribeiro. A vocalista sacudiu o corpo, abriu os braços e exorcisou toda a violência que agitava os seus membros, libertando o tremendo “Gift” que há em si: a sua voz. A vocalista cantou e encantou o público com uma voz ora languida e quente, cheia de sensualidade, ora violenta e imponente, fazendo jus à sua fama de verdadeiro “animal de palco”.
O 56º concerto da tournée “Film” foi justamente isso: um filme, interpretado no dia em que a banda recebeu o disco de prata. Depois de “Actress”, tema do novo disco, seguiu-se “True Love of Mine”, do “Vinil”, e “Waterskin”, o primeiro single do “Film”. A atenção do público alternava entre a grandiosidade do Mosteiro iluminado de azul e rosa e “aquela” voz que abraçou toda a cidade.
E o filme continuou, com novos papéis e estórias. “Clown” foi interpretado por uma outra Sónia, mais calma e divertida. O público cantou, bateu palmas e pulou, assumindo-se como protagonista do guião. A apoteose aconteceu com a interpretação do tema “Ok! Do you want something simple?”.
Dois saxofones, um trombone, trompete, trompa e bateria acompanharam o quarteto que, depois do primeiro encore e antes de dizer adeus, prestou homenagem a Ricardo Borges, o ex-Gift e quinto elemento que subiu ao palco para interpretar o primeiro tema que o grupo compôs. O filme terminou eram já 1h30.

in Jornal Região Leiria - 07/09/2001